domingo, 27 de junho de 2010

"Não sei rezar, mas ela me deu este terço ontem à tarde..."


Nunca estive em paz com as despedidas.
De uma hora para outra, me tornei simplesmente péssima em confortar.

Passaram a noite inteira virando e revirando. Exames e testes, e a constatação. Morte cerebral. Dormi num dos bancos do hospital e fui acordada pela voz da minha mãe em oração.

Lembrei-me da minha tia, na sexta-feira. Tão perdida quanto eu, enquanto os outros eloquentemente rezavam. Ela segurava um terço na mão. Nós duas ali, sem saber rezar, mas tentando, de alguma forma, manter a fé.

Nenhum comentário:

Postar um comentário