
Nunca estive em paz com as despedidas.
De uma hora para outra, me tornei simplesmente péssima em confortar.
Passaram a noite inteira virando e revirando. Exames e testes, e a constatação. Morte cerebral. Dormi num dos bancos do hospital e fui acordada pela voz da minha mãe em oração.
Lembrei-me da minha tia, na sexta-feira. Tão perdida quanto eu, enquanto os outros eloquentemente rezavam. Ela segurava um terço na mão. Nós duas ali, sem saber rezar, mas tentando, de alguma forma, manter a fé.
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