Vejo uma superfície fadada ao fracasso.
É um casco. Um casulo fino demais para abrigar alguém. Não é bom, não é ruim. É apenas...frágil demais. Mas precisa ser assim.
Estou em um desespero vazio. Dias vêem, dias vão, e eu permaneço a mesma. A mesmíssima de anos atrás. Eu, que achava que tinha aprendido alguma coisa.
Começo a teorizar. A humanidade não pode viver sem seus vícios. Se eu não bebo, não fumo e não me drogo, começo a comer desesperadamente para colocar a comida para fora logo em seguida. Isso é insanidade. E por esta insanidade, os olhares dos outros modificam-se.
Eles me acompanham, silenciosos, soturnos, como se a morte estivesse por perto. Por quê? Não compreendo, e não vejo a morte perto de mim.
Vejo apenas a loucura, me vejo me desfazendo, porque perdi o meu sentido. Me vejo me desfazendo, porque não quero nem mais um ai. Não quero que me vejam como uma vítima de uma fatalidade.
Só quero ser, sem precisar ser aos olhos de alguém.
Nenhum comentário:
Postar um comentário