quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

"Eu sou a desintegração"

“Pintar completou minha vida. Perdi três filhos e uma série de outras coisas que teriam preenchido minha vida pavorosa”. (Frida Kahlo)

Não estou preenchida - nada poderia me preencher, neste momento sou um buraco negro sugando a tudo - mas como queria, ah, como queria...


Meu afastamento não me livrou das minhas crises. Temo que tenham até piorado.

Não tenho muito o que dizer, na verdade.

Vazia, sangrando...saber que isso pode não ter fim me tira a fé.

Um comentário:

  1. "tudo passa" Gestalt de Hegel - tese, antítese, síntese. Leia os epicuristas e o próprio Epicúrio. Vai te aliviar um pouco desse vazio da pós-modernidade. É um bom começo para se mudar o fim. Também me questiono e essa mesma retórica está se infundindo como angústia generalizada.
    Abraço, espero que passe rápido,

    Gustavo

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