
Então a equação é bem simples:
Não quero nada, não quero ninguém.
O que me resta?
Nunca estive tão desesperada.
E não, isto nada tem a ver com o peso do meu corpo.
Preciso de um canto escuro. Precipito-me até as minhas janelas sem cortinas e as fecho.
Não quero o conforto de um abraço, caio sobre o travesseiro.
Sim, querido, dialogaremos bastante por essa noite.
E então, eu sabia de alguma forma que eu o faria...acendo um cigarro que não fumarei. Percorro cuidadosamente o rastro de cicatrizes antigas nos meus braços, um segundo com isso, é tudo de que preciso. Preciso de um castigo.
E novamente, não me entendam mal. Não o faço por ser uma garotinha raivosa por ter sido obrigada a comer. Não.
Vai além da compreensão de qualquer um.
É que meu segredo sujo não está mais tão guardado. Eu havia me esquecido dele, de certa forma. Mas ele sempre vem me assombrar, de tempos em tempos.
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